quarta-feira, 17 de abril de 2013

Jararacuçu


Bothrops jararacussu Lacerda, conhecida também como jararacuçu, é uma víbora venenosa da família dos viperídeos. De até 2 m de comprimento e coloração dorsal variável entre cinza, rosa, amarelo, marrom ou preto, com manchas triangulares marrom-escuras. É encontrada na Bolívia,Brasil (Bahia e Mato Grosso até o Rio Grande do Sul), Paraguai e Argentina. Os adultos alimentam-se de pequenos roedores e aves e os juvenis se alimentam de pequenos anfíbios, minhocas e até de alguns insetos.
O gênero de répteis Tupinambis, da família Teiidae, é popularmente conhecido como lagarto teiú, jacuraru, jacuaru, jacuruaru, jacruaru e caruaru. Compreende os maiores lagartos do Novo Mundo (podem atingir até 2 metros de comprimento) e abrange sete espécies, todas nativas da América do Sul. São elas: Tupinambis teguixin, Tupinambis rufences, Tupinambis palustris, Tupinambis longinileos, Tupinambis dusenil e Tupinambis. Os teiús são animais quase que exclusivamente carnívoros. Sua dieta deve ser composta por carnes, vísceras, ovos, frutas e alimento vivo (camundongos, pintinhos e insetos).

Jabuti-tinga

Jabuti-tinga (Chelonoidis denticulata) é uma espécie vulnerável de tartaruga e é conhecida por seu casco brilhante e só pode ser encontrada no leste e no sul da floresta Amazônica  O Jabuti Tinga cujo nome em Tupi-Guarani quer dizer "O que come pouco branco" é conhecido em inglês como Yellow-Footed Tortoise, pois possui escamas amarelo-alaranjadas nas patas e na cabeça. Possui cores mais opacas e é nitidamente maior do que o jabuti piranga, atingido cerca de 70 centímetros e 80 anos de vida em média, porém podendo ultrapassar 1 metro de comprimento de carapaça e chegando a pesar quase 60 quilos, como o belíssimo exemplar do sexo feminino da foto abaixo, o qual possuí 1,10 metros de comprimento de carapaça, 58 quilos e uma estimativa de cerca de 120 anos de idade. Habitat: Cerrado, bordas de mata e florestas baixas. Hábitos alimentares: Onívoro


Falsa-coral

A  "falsa-coral", Oxyrhopus guibei, é uma serpente terrícola, de áreas abertas, com atividade predominantemente crepuscular e noturna. Alimenta-se de roedores e lagartos. Leva o nome de falsa-coral por não ser peçonhenta e por imitar o comportamento e a coloração de advertência exibidos pelas corais verdadeiras, para serem evitadas pelos predadores. A falsa coral é uma serpente que não apresenta parentescos com a verdadeira coral, sendo de espécie, gênero e família diferentes. A Cobra Falsa Coral gosta de ter algum espaço para se esticar. O terrário deve ser à prova de escapes, pois qualquer buraco, qualquer buraco mesmo, pode servir para uma fuga. A Cobra Falsa Coral é um animal territorial e por isso prefere passar o tempo no chão do que em locais elevados. Contudo, podem trepar a troncos mais baixos. Por isso e ao contrário dos animais arborícolas, é preferível um terrário longo e baixo para a Cobra Falsa Coral. O terrário deve ter assim o dobro do comprimento da cobra e metade do seu tamanho em altura.


Cobra-cipó


Cobra-cipó é o nome popular das serpentes do gênero Chironius. Também é conhecida pelo nome boiobi, que é de origem tupi e que significa "cobra verde", através da junção dos termos mboîa (cobra) e oby (verde). Esta cobra, como o nome diz, parece um cipó. A cor e a forma desse réptil mimetizam-no muito bem no seu meio ambiente. A cobra-cipó é predadora, de hábitos arborícolas. Ótima caçadora, prefere apanhar lagartos, pássaros e pererecas. É ativa de dia e movimenta-se muito rapidamente. As cobras-cipós são agressivas, a ponto de, quando assustadas, atacarem mesmo animais maiores, para depois tentarem fugir. Elas vivem em regiões das matas, nas zonas tropical e equatorial da América do Sul.




Cobra Verde


Nome popular: Cobra Verde 
Classe: Reptilia
Ordem: Squamata
Família: Colubridae
Nome científico: Philodryas olfersii
Nome inglês: Green snake
Distribuição: América do Sul
Habitat: Cerrado e Floresta
Hábito: Diurno
Particularidades: Muitas pessoas acham que esta espécie é inofensiva. Cuidado ! Esta espécie possui o veneno 4 vezes mais tóxico que o da Jararaca. Mas, por possuir dentição opistóglifa (o dente de veneno fica situado no fundo da boca) não é considerada venenosa. Passa a maior parte do tempo nas árvores e arbustos, mas pode ser encontrada no chão. Não é uma cobra agressiva, fugindo rapidamente pela vegetação quando perturbada, mas pode morder se for acuada. Hábitos alimentares: Alimenta-se de aves, pequenos lagartos, e pequenos anfíbios.
Reprodução: Ovípara, coloca entre 15 e 18 ovos com o nascimento previsto para início da estação chuvosa.
Obs: Esta espécie deve ser considerada perigosa.

Lagartixa-leopardo

Nome em inglês: Leopard gecko.
Nome científico: Eublepharis macularius.
Distribuição geográfica: Sudeste Asiático, Afeganistão, nordeste da Índia e Paquistão.
Habitat: Desertos, áreas rochosas, e áreas arenosas.
Hábitos alimentares: Insetívoros. Eventualmente se alimentam de outros artrópodes.
Reprodução: São ovíparos. Botam normalmente 2 ovos por postura. A incubação demora aproximadamente 60 dias.
Período de vida: 20 anos
A lagartixa-leopardo recebe este nome devido à belíssima coloração de sua pele que, com a base amarelada coberta de pintas pretas, lembra muita a do famoso felino africano leopardo. Porém, os filhotes são bem diferentes: ao invés das pintas possuem listras pretas e somente na transição de jovem para adulto que as pintas começam a aparecer. 
Pertence a uma família na qual estão inclusas todas as lagartixas com pálpebras móveis, porém diferentemente das lagartixas mais comuns, a lagartixa-leopardo não possui discos adesivos nas pontas dos dedos. 
Como outros répteis, a lagartixa-leopardo, de tempos em tempos, também troca de pele. Essa pele começa a ficar esbranquiçada e se solta de todo o corpo lembrando uma pessoa que está descascando por causa do sol. 
Após solta, esta pele é ingerida pela própria lagartixa pois contém alguns nutrientes importantes. Os machos são diferentes das fêmeas pois, além de serem maiores e mais pesados, possuem a cabeça mais robusta. 
A maturidade sexual não é atingida conforme a idade, e sim conforme o tamanho: com aproximadamente 35g, uma lagartixa-leopardo já pode ser considerada sexualmente madura. São lagartos de vida longa e de hábitos noturnos. 
Há registros de uma macho que chegou a ter 28 anos. Fêmeas vivem menos que os machos, sendo o recorde de 21 anos. Podem chegar a medir 20cm de comprimento. 
Embora a lagartixa-leopardo tenha sido o primeiro lagarto a ser domesticado nos Estados Unidos, no Brasil não é permitido que as pessoas a mantenham em casa e muito menos a sua comercialização, portanto aqui, não é considerado um animal de estimação.
Texto de Renata Ibelli vaz 
Bióloga Aprimoranda do Setor de Répteis



Jararaca


A jararaca (Bothrops jararaca) é uma serpente peçonhenta, que pertence a Classe Reptilia, à Ordem Squamata e à Família Viperidae (subfamília Crotalinae). Existem várias espécies de jararaca (no Brasil são 20 as espécies conhecidas), sendo que a Bothrops jararaca, aqui descrita, é também chamada de jararaca verdadeira.

Essa espécie atinge geralmente 1,2m, sendo que seu veneno é altamente letal para animais e seres humanos. Os desenhos e a cor dessa cobra proporcionam a ela uma excelente camuflagem.
É encontrada com mais freqüência em terrenos agrícolas, embora sejam também encontradas na zona urbana, onde encontram alimento com bastante facilidade. Têm como habitat natural a América do Sul, sendo encontrada principalmente no Brasil, na Venezuela e ao norte da Argentina.
As jararacas se alimentam de pequenos roedores, principalmente de ratos. Eventualmente fazem outras vítimas como batráquios (rãs e sapos) ou mesmo outros répteis (lagartos de pequeno porte). As jararacas têm hábitos noturnos.
Quanto a sua reprodução, alguns autores discordam da sua classificação. Para alguns biólogos, a jararaca é vivípara, já que dá a luz aos filhotes que já nascem desenvolvidos por completo, enquanto outros autores a consideram ovovivípara, alegando que na primeira fase da gestação, os filhotes se desenvolvem em estruturas como a das serpentes ovíparas.
Geralmente, nascem aproximadamente de 18 filhotes, sempre no início da estação das chuvas. Após algumas horas do nascimento, as pequenas serpentes já estão aptas a caçar, fazendo uso de sua cauda de cor amarelada clara para chamar atenção de suas presas em potencial, que são normalmente pequenos sapos e rãs.